Academia Brasileira de Letras celebra 125 anos de existência; relembre histórias e curiosidades

Academia Brasileira de Letras celebra 125 anos de existência; relembre histórias e curiosidades

Academia Brasileira de Letras, o endereço mais nobre da nossa literatura, está comemorando 125 anos, e o Fantástico foi conhecer as histórias e as curiosidades da instituição.

A casa da literatura brasileira tem uma bandeira própria e um lema: ‘Ad Imortalitatem’, ou ‘rumo a imortalidade’, em português. O tempo pode passar, mas páginas já escritas têm vida própria, infinitos caminhos e não morrem nunca. E preservar a nossa língua e nossa história é justamente um dos objetivos da academia.

“Nós não fazemos política, mas nós defendemos valores e esses valores são liberdade de expressão e de pensamento”, explica Merval Pereira, presidente da ABL.

Quando foi fundada em 1897, inspirada na Academia Francesa, a ABL ainda não tinha sede. Os escritores se reuniam cada hora num lugar. O primeiro presidente foi Machado de Assis.

Desde o início, são 40 membros. A cada nova vaga aberta, os acadêmicos entram numa sala, depositam os votos na urna e depois da contagem os votos são queimados.

Depois do nome anunciado, começam os preparativos para a cerimônia de posse, um grande evento.

A honra é tanta que até grandes nomes da literatura, como Guimarães Rosa, ficaram nervosos antes e durante a posse. Em 1963, ele adiou a posse por três anos, porque pensava que iria morrer de tanta emoção. Quando finalmente decidiu participar da cerimônia, morreu três dias depois por causa de um infarto fulminante.

Uma cerimônia de posse tem várias etapas. Uma delas acontece num local chamado de ‘Sala da Reflexão’. Logo antes de se tornar imortal, o novo membro da academia fica lá sozinho refletindo. Até que, na hora certa, três acadêmicos vão buscá-lo para ir ao salão nobre.

No salão nobre, as cadeiras são numeradas. Cada uma tem o nome de um patrono. Uma homenagem a outros escritores.

Outra tradição da ABL é o chá das quintas-feiras, um convite irrecusável.

“É um momento de nos reunimos informalmente, sem necessidade de ter uma pauta pronta”, conta o imortal Antônio Cicero.

 

Ao menos 38 obras escritas por membros da ABL já viraram novelas, séries, minisséries e filmes. ‘O Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna; ‘Grande Sertão Veredas’, de Guimarães Rosa e ‘Tieta’, de Jorge Amado, são alguns exemplos.

E, como parte das homenagens dos 125 da academia, nesta segunda-feira (18) será realizado, nos Estúdios Globo, o seminário “Do Folhetim à Telenovela”. O evento vai contar com a participação de artistas e integrantes da ABLVeja a reportagem completa no vídeo acima.

G1