Advogados da família solicitam laudo da perícia sobre morte de servidora do TRT em Manaus

Os advogados da família de Silvanilde Ferreira, encontrada morta no sábado (21), afirmaram nesta quarta-feira (25) que solicitaram o laudo dos peritos que analisaram a cena do crime. O corpo da servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) foi encontrado pela filha no apartamento onde as duas moravam, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus.

Cândido Honório, um dos advogados da família, disse que solicitou acesso ao documento após ter tomado conhecimento do teor do laudo pericial por meio da imprensa.

“O motivo da minha visita à delegacia é para solicitar o acesso ao laudo [da perícia], porque tudo indica que esse laudo já foi vazado. Então, se a imprensa teve acesso a esse documento, não há motivo para que a família também não tenha”, disse o advogado.

 

Segundo a perícia, a vítima foi morta com 12 facadas, em um único cômodo da casa. Além disso, não foram encontrados sinais de que o autor do crime tenha tentado roubar objetos do apartamento após assassinar a servidora.

Na segunda-feira (23), Stephanie Veiga, filha da servidora, prestou depoimento à polícia, e fez apelo para que o culpado da morte da mãe seja encontrado.

“Eu não consigo comer, porque eu não sei o que aconteceu com a minha mãe, e eu quero muito que encontrem o culpado. Eu peço que qualquer pessoa, que saiba de qualquer coisa, que possa ajudar na investigação, que procure a polícia, porque eu preciso de saber o que houve com a minha mãe para eu ter paz”, disse a jovem.

Entenda o caso

 

O corpo de Silvanilde Ferreira foi encontrado pela filha, no domingo (22), no apartamento onde ela morava. De acordo com a polícia, o corpo dela tinha marcas de estrangulamento e perfurações no abdômen.

Silvanilde era diretora da 15ª Vara do Trabalho de Manaus, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11).

Para a polícia, a filha de Silvanilde informou que tentou entrar em contato com a mãe duas vezes, por volta das 22h de sábado, mas sem sucesso. Stephanie contou que estava passeando com o namorado, no momento do crime.

Como não conseguiu contato com a mãe, ela pediu ajuda ao porteiro do condomínio, que informou que ninguém atendia ao interfone, mas que os veículos estavam todos nas respectivas vagas.

G1AM