Bolsonaro diz repudiar ‘ação armada’ de Jefferson, critica inquérito de Moraes e manda ministro ao Rio para acompanhar caso

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo que repudia os ataques feitos pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson à ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carmen Lúcia. O presidente repudiou ainda o suposto disparo feito por Jefferson contra agentes da Polícia Federal. Em sua página no Twitter, Bolsonaro, no entanto, não poupou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e criticou “a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP.”

Diante da situação, Bolsonaro enviou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao Rio de Janeiro para acompanhar o caso. Neste domingo, Moraes determinou a prisão de Roberto Jefferson após o ex-deputado federal gravar vídeo atacando a ministra Cármen Lúcia com xingamentos machistas. Jefferson está em prisão domiciliar e proibido de usar redes sociais.

” Repudio as falas do Sr. Roberto Jefferson contra a Ministra Carmen Lúcia e sua ação armada contra agentes da PF, bem como a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP. Determinei a ida do Ministro da Justiça ao Rio de Janeiro para acompanhar o andamento deste lamentável episódio”, escreveu o presidente no Twitter.

Nas redes, Jefferson divulgou novos vídeos nesta manhã nos quais afirma ter trocado tiros com a Polícia Federal após a tentativa de prisão. Fontes que acompanham o caso confirmaram a ocorrência. A filha de Jefferson, ex-deputada Cristiane Brasil, escreveu em sua conta no Twitter que um policial se feriu após ser atingido por estilhaços de bala. A ex-parlamentar convocou “quem estiver perto” para ir à casa de Jefferson, em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro. Instantes depois, sua conta na plataforma saiu do ar.