Cinco pessoas são presas suspeitas de utilizarem cartões de crédito clonados em golpes de R$ 500 mil, em Manaus

Segundo polícia, grupo cometia crimes contra alunos de um centro universitário na capital

Quatro homens e uma mulher foram presos em Manaus suspeitos de utilizarem cartões de crédito clonados para aplicar golpes estimados em cerca de R$ 500 mil. Segundo informações repassadas nesta sexta-feira (11) pela polícia, alunos de um centro universitário eram alvos dos crimes.

As prisões da Operação Clonazione ocorreram nos bairros Tarumã, Santo Agostinho, Petrópolis e Nossa Senhora das Graças. De acordo com o titular do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado Adriano Félix, as investigações tiveram início no fim de maio deste ano, após os infratores comprarem eletrodomésticos em uma loja no valor de R$ 200 mil com cartões clonados.

“A partir disso, a equipe descobriu quem são os chefes da organização criminosa. Eles conseguiam esses cartões clonados, que vinham de São Paulo. Cada cartão clonado vale em torno de R$ 250 e eles conseguiam essas vítimas e efetuavam esses golpes. Os eletrônicos comprados da loja com cartão clonado foram vendidos pela quadrilha em um site de vendas”, informou.

 Material apreendido durante Operação Clonazione — Foto: Divulgação

Material apreendido durante Operação Clonazione — Foto: Divulgação

“Eles faziam a cooptação de alunos e esses alunos faziam o pagamento para eles com desconto, e logo após isso acontecia o pagamento no sistema via cartão clonado. O aluno via a oportunidade de pagar com desconto, procurava os indivíduos, pagava o valor e os suspeitos usavam o cartão clonado no sistema da faculdade. Os alunos alegam que não tinham conhecimento desse crime cometido pela quadrilha e os descontos variavam de R$ 100 a R$ 200 reais a mensalidade”, relatou.

Ainda segundo o delegado, a instituição de ensino instaurou um procedimento administrativo para efetuar o pagamento e denunciou o crime à polícia.

Os suspeitos foram indiciados por associação criminosa e estelionato

Fonte: G1