Com poucos recursos, Império abre Grupo Especial com desfile problemático

Escola da Zona Norte teve apresentação com muitas carências, principalmente em fantasias e alegorias

Rio – Tradicional escola do Rio, o Império Serrado abriu o desfile do Grupo Especial com uma apresentação extremamente problemática. A agremiação de Madureira, que teve muitas dificuldades financeiras, teve falhas em praticamente todos os quesitos na sua apresentação na Sapucaí. Último colocado no ano passado, o Império terá muitas dificuldades para permanecer na elite do Carnaval do Rio.

Império Serrano terá dificuldades de se manter no EspecialFernanda Simões/Agência O Dia

A escola da zona norte trouxe para a Sapucaí uma adaptação carnavalesca do samba “O que é, o que é?”, composta por Gonzaguinha. A obra foi assinada pelo carnavalesco Paulo Menezes. Conhecida pelo público, a canção levantou a Sapucaí no começo do desfile. Porém, o samba teve dificuldades de ser sustentado pela bateria da escola durante toda a passagem do Império Serrano pela Sapucaí.

Uma inovação trazida pelo Império foi na apresentação do casal de mestre sala e porta bandeira. Verônica Lima e Diogo Jesus fizeram a sua coreografia em cima de um carro alegórico. A novidade chamou muita atenção do público presente na Sapucaí e o casal foi muito saudado.

O principal ponto negativo da escola foi mesmo a parte alegórica e as fantasias. O Império foi uma das agremiações que enfrentou mais dificuldades financeiras para o carnaval. Além da pouca sofisticação, a apresentação do enredo acabou ficando comprometida por conta de algumas fantasias que estavam inacabadas. Algumas alegorias da escola também tiveram alguns problemas para entrar, mas acabaram conseguindo concluir o desfile.

Carnavalesco Paulo Menezes assinou o desfile do Império SerranoFernanda Simões/Agência O Dia

Fonte: O DIA