Covid-19: Rio privilegiará ‘mistura de vacinas’ na terceira dose; veja qual imunizante tomar

A cidade do Rio privilegiará a “mistura de vacinas”, esquema conhecido por especialistas como vacinação heteróloga, na aplicação da terceira dose do imunizante contra a Covid-19. A medida visa a promover uma maior resposta imunológica do organismo, como sugerem estudos internacionais.

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Quem tomou a vacina da AstraZeneca ou CoronaVac nas duas primeiras aplicações deverá tomar, de preferência, o imunizante da Pfizer. E quem tomou a vacina da Pfizer deverá receber o reforço de AstraZeneca. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, ressalta, contudo, que quem preferir tomar uma dose da mesma marca das outras aplicações poderá fazê-lo.

A vacina da Janssen, que o Rio receberá nas próximas semanas, também pode ser usada para o reforço das demais vacinas. Uma remessa de aproximadamente 220 mil doses do imunizante deve chegar na cidade até o início de janeiro, segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

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— Todos os que tomaram Pfizer ou AstraZeneca podem tomar a Janssen. (O uso da Janssen para o reforço) Depende da quantidade de doses de Janssen que a gente vai ter. Está prevista a chegada de um número muito pequeno — explica o secretário.

Segundo Soranz, cerca de 170 mil pessoas que tomaram a vacina da Janssen em junho aguardam para tomar uma nova dose do mesmo imunizante, que no Rio será aplicado a título de injeção de reforço.

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Ainda de acordo com o secretário, aproximadamente 4 milhões de pessoas devem receber uma dose de reforço até julho do ano que vem. Além das idades já contempladas no calendário divulgado pela prefeitura nesta quinta-feira, a Secretaria municipal de Saúde já projeta dar o reforço a pessoas entre 50 e 54 anos a partir de janeiro. Ainda não há previsões, porém, para as demais faixas etárias.

— A gente, a princípio, vai tratar como prioritário o grupo de 55 a 59 anos, que teve um calendário especial por idade. Esse público vai poder tomar a vacina com um intervalo menor, de três meses após a segunda dose (nos demais públicos, o prazo mínimo é de cinco meses). É um grupo que tem maior dificuldade para produzir anticorpos para a Covid-19 e também é o grupo que mais registra internações — afirma Soranz.

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