Garantido encerra seus ensaios técnicos com festa e sonho de liberdade

O Boi  do Povão, da Baixa do São José, encerrou na noite desta sexta-feira, 21, a tríade de ensaios em seu curral na Cidade Garantido, com maior público da série, a galera vermelha e branca reagiu bem e interagiu com todo o corpo técnico e cênico, como parte que é do espetáculo. Mais uma vez o ensaio fora marcado pela contagiante animação, fruto e resultado de um repertório de clássicos (novos e antigos).

Israel Paulain fez a abertura exaltando a diferença que nos faz livre, nos faz irmãos. Diferentes, porém iguais: na cor e no amor. Minhas mãos se entendem às tuas e não abrem mão da luta. Ninguém solta a mão de ninguém! Toma a liberdade do teu povo, vamos conquistar um espaço novo. Liberdade, essência e alma do povo.

“Sonho de Liberdade” (Tadeu Garcia) foi a entrada apresentada que chega ao palco da festa ao som de “Perreché do Brasil” (Vanderlei Alvino, Ivo Meireles e Sandro Putnoki), enquanto montava-se a cena para a celebração folclórica “Patrimônio e Liberdade” de onde surgiram o Amo do Boi Gaspar Medeiros, a Sinhazinha da Fazenda Djidja Cardoso e a realeza popular da  Baixa do São José Brenda Beltrão.

Na sequência, os vaqueiros encarnados guarneceram o garrote na explosão de “Meu Nome é Povão” (Jaércio Anselmo, Bruno Bulcão,  Neilor Alselmo e Ricardo Gadelha). O clima das tribos tomou o ensaio em uma sequência de tirar o folego: celebração tribal “Etnias” (Enéas Dias, Marcos Moura e João Kennedy); Pajé com a toada “Ritual Kawahiva” (Demétrius Haidos e Geandro Matos); a lenda “Wandiê” (Demétrius Haidos e Geandro Matos) para a aparição da cunhã-poranga Isabelle Nogueira com “Deusa das Deusas” (Hellen Veras).

Disputando toada, letra e música “Festa da Liberdade” (Fred Góes, Marcos Moura, Adriano Aguiar, Alder Oliveira e Enéas Dias), “Caboclitude” (Rafael Marupiara, Rubens Alves, Alex Kimura e Naférson Cruz) a figura típica regional da noite que trouxe a Rainha do Folclore Branda Beltrão evoluindo com “Realeza Popular” (Enéas Dias, Marcos Moura e João Kennedy). Kawahiva foi a coreografia encenada.

Alma de guerreiro para mexer com a galera e encerrando o ritual “Triunfo da Luz” (Demétrius Haidos e Naférson Cruz).

Fonte: Portal de Parintins