Justiça nega pedido e morte de advogado em bar de Manaus não terá reconstituição

Juiz afirma que "não há necessidade" de reconstituição, já que crime foi registrado por câmeras de segurança

O juiz Celso Souza de Paula, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, negou pedido da defesa do delegado Gustavo Sotero para reconstituição da morte do advogado Wilson Lima Justo Filho em um bar de Manaus. Sotero é acusado do crime e, ainda, de tentativa de homicídio qualificado contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza.

Segundo o juiz, não há necessidade de uma reconstituição, pois toda ação foi registrada em vídeo pelo sistema de câmeras da casa de show.

“Houve exaustiva produção de prova oral sobre os fatos. Some-se a isso o fato de que submeter as vítimas sobreviventes a uma simulação dos fatos geraria a elas um constrangimento enorme, além de um temor inconveniente por estarem obrigatoriamente na presença do réu”, escreveu o magistrado, em seu despacho.

Além da reprodução simulada dos fatos (reconstituição do crime), a defesa também pediu a realização de um croqui ou diagrama do local dos acontecimentos, constando as medidas do local, posição do mobiliário, palco etc., bem como a localização das câmeras de segurança; que fosse informado qual o teor alcoólico encontrado no sangue coletado; qual o resultado do exame toxicológico procedido; a expedição de ofício para a Assembleia Legislativa do Estado solicitando certidão sobre que cargo a vítima ocupava na época dos fatos e quais já havia ocupado naquela casa; além de juntar aos autos exames de pesquisa de resíduos de pólvora ou chumbo nas vestes da vítima.

O juiz também considerou desnecessária a elaboração de um croqui ou diagrama do local dos acontecimentos pois todo o fato foi registrado através de câmeras de segurança, e nas filmagens é possível verificar com clareza o ambiente e posição dos objetos que a defesa quer ver no croqui.

Também foi realizado um Laudo Pericial no local de homicídio no qual consta a descrição do imóvel onde ocorreu o crime, fotografias do local, fotografias das marcas de impacto de projetil, inclusive com medições de altura do solo, fotografias do local em que se encontrou núcleo de chumbo de projetil disparado por arma de fogo.