Missa de celebração dos 97 anos do GLOBO volta ao formato tradicional

Uma missa realizada na manhã desta sexta-feira, na Capela Nossa Senhora da Vitória, da Igreja de São Francisco de Paula, no Largo de São Francisco, no Centro do Rio, marcou a comemoração pelos 97 anos do jornal O GLOBO. A celebração a cargo do Padre Jorjão, da Paróquia de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul, voltou ao seu formato tradicional, com a presença de público, depois de dois anos sendo transmitida on-line, por conta da pandemia.

A cerimônia contou com a presença do presidente do Conselho de Administração e presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho; do membro do Conselho de Administração e CEO da Globo Ventures, Roberto Marinho Neto; do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, Frederic Kachar; e do diretor de Redação do GLOBO, Alan Gripp. Estiveram presentes também o diretor de Redação do Extra, Humberto Tziolas; a diretora do Valor Econômico, Maria Fernanda Delmas; o diretor executivo de Jornalismo da CBN, Pedro Dias Leite; e o diretor de Desenvolvimento Comercial da Editora Globo, Tiago Afonso.

Padre Jorjão abriu a celebração destacando a importância do jornal na vida das pessoas e o comparou com um amigo, que acompanha o leitor na sua caminhada diária, desde o café da manhã, compartilhando com ele os acontecimentos daquele dia, até a noite. O religioso destacou também o compromisso do veículo com a notícia e com a qualidade da informação que chega à casa das pessoas.

Como acontecia antes da pandemia, a celebração contou ainda com a participação de funcionários. Os músicos Mauro Senise e Marcos Nimrichter também participaram da missa. Eles tocaram, respectivamente, na flauta e ao piano músicas de Bach, Villa-Lobos, Mozart, Eric Satie e Tom Jobim.

João Roberto Marinho lembrou que o jornal surgiu num momento de grande concorrência, mas em pouco tempo conseguiu se destacar até assumir a posição de liderança que mantém hoje. Ele disse que os primeiros 30 anos foram os mais difíceis, mas a empresa sempre apostou em grandes talentos e em prezar pelo seu compromisso com o leitor:

— Meu pai (o jornalista Roberto Marinho) sempre procurou trazer os melhores, com um ambiente muito bom na Redação. O entusiasmo das pessoas trouxe sucesso para O GLOBO. Ao longo das décadas de 50, 60 e 70, principalmente, o jornal cresceu muito e é o que é hoje. E quando a gente olha para frente, com a evolução do mundo digital, vê muitas oportunidades. O GLOBO é o maior jornal do país e vem crescendo no digital bastante com muita vontade de servir bem a nossos leitores.

O aniversário do jornal acontece já em clima de preparativos para o centenário, a ser celebrado em 2025. João Roberto Marinho destacou que o momento é de olhar para o futuro com os pés nos valores básicos, como a cidadania e a democracia:

— O desejo para o centenário é continuar crescendo, servindo, informando as pessoas, e formando melhor os cidadãos. Quem está bem informado acaba sendo um cidadão melhor e esse é o nosso desejo.

Frederic Kachar disse que é motivo de orgulho para O GLOBO chegar aos 97 anos ocupando a liderança nacional.

— Sentimos que os leitores e a população brasileira valorizam nossa essência — afirmou Kachar. — Chegamos agora na liderança em todos os aspectos, em número de assinantes e visitas ao site, o que nos deixa muito orgulhosos. O leitor está no centro de tudo. Nosso compromisso inegociável é com ele. E, o desafio de uma sociedade que se transforma cada vez mais rapidamente é se manter antenado e se antecipar a essas transformações.

Sobre os desafios para o futuro, Kachar falou que o momento é de manter o olhar no centenário, que se aproxima, sem se esquecer do presente:

— A gente tem de ter o tático e o estratégico ao mesmo tempo.

O padre Jorjão celebrou a missa pelo aniversário do jornal pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, quando a celebração foi on-line, ele substituiu o monsenhor José Roberto Devellard, morto em setembro de 2020, aos 75 anos, e que durante três décadas foi o celebrante. Jorjão, que aniversariou na véspera, lembrou que O GLOBO sempre fez parte de sua vida. Seu pai, também Jorge, nasceu em 1925, o mesmo de fundação do jornal e, segundo ele, costumava dizer que aquele ano tinha dado uma ótima safra.