Museu do Seringal, em Manaus, passa a receber visitação aos domingos

O Museu do Seringal Vila Paraíso, situado no afluente Tarumã-Mirim, em Manaus, passou a receber visitação aos domingos, das 9h às 15h. O espaço, que completa 20 anos em 2022, já recebe visitas à segundas, terças, quintas, sextas e sábados, das 9h às 16h.

O local não abre às quartas-feiras, quando fica fechado para manutenção.

Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), neste mês de agosto e em setembro, a entrada é gratuita, e o visitante pagará apenas o transporte para chegar ao museu. O pagamento é feito a barqueiros que fazem a travessia até o local.

Para chegar ao museu, é preciso pegar uma embarcação na Marina do Davi, Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus.

Museu do Seringal, em Manaus.  — Foto: Michael Dantas/SEC-AM

Museu

 

O Museu do Seringal promove uma imersão no período áureo da borracha.

O espaço passou a ser administrado pela Secretaria de Cultura no dia 16 de agosto de 2002 e se tornou um roteiro turístico no Amazonas.

No museu, o visitante pode mergulhar na história do período áureo da borracha na Amazônia e conhecer sobre a natureza local e as espécies nativas durante a visita, que tem duração de uma hora.

Os costumes vividos no fim do século 18 e início do século 19 estão presentes na Casa do Seringalista, uma das instalações do espaço. O museu, localizado no igarapé São João, reproduz o cenário do seringal Vila Paraíso, montado para o filme “A Selva”, gravado em 2001, com a participação de Maitê Proença, Gracindo Júnior, Cláudio Marzo, Roberto Bonfim e o ator português Diogo Morgado como protagonista.

Ainda é possível encontrar reproduções de algumas instalações da época: barracão de aviamentos, capela de Nossa Senhora da Conceição, casa de banho, trilha das seringueiras, tapiri de defumação, casa do seringueiro e do capataz, além do cemitério e a casa de farinha.

No local estão móveis e utensílios que testemunham a riqueza dos seringais no auge da valorização econômica da borracha. Durante a visita, Manoel Souza compartilha a experiência de seringueiro, em mais de 30 anos de atividade vivida no seringal. Conhecido como Jaime, ele é a história viva do Museu e também conta a trajetória do pai e do avô no seringal.

“Esse museu representa a minha vida, porque a minha vida foi essa. Fui seringueiro muitos anos, trabalhei no meio da mata, então esse museu representa a minha vida”, relembra.

Para chegar ao local é preciso fazer uma viagem de barco pelo Rio Negro; o passeio dura aproximadamente 20 minutos — Foto: Tiago Melo/G1 AM

Como chegar

 

O acesso ao Museu é feito por meio fluvial. O visitante inicia a viagem na Marina do Davi, na estrada da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Algumas linhas de ônibus do transporte público passam pelo local, como 120, 450, 542, 641.

Ao chegar na marina, é necessário embarcar em uma das lanchas da Cooperativa dos Profissionais de Transporte Fluvial da Marina do Davi (Acamdaf), que faz o transporte dos visitantes até o local. O preço total por pessoa é de R$ 21, a cada trecho. Horários de saída têm intervalos médios de uma hora, mas atenção: ao lotar, a embarcação deixará a marina em direção ao Museu.

Horários de saída das lanchas Acamdaf para o Museu do Seringal:

Segunda-feira (das 8h às 15h)
8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h

Terça-feira (das 8h às 15h)
8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h

Quarta-feira (Museu fechado para manutenção)

Quinta-feira (das 8h às 15h)
8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h

Sexta-feira (das 8h às 15h)
8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h

Sábado (das 8h às 15h)
8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h

Domingo (das 8h às 13h30)
8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 13h30

G1AM