No Amazonas, casos de Covid aumentam mais de 400% nos primeiros 15 dias de julho

O Amazonas registrou um aumento de 412% no número de casos de Covid-19 nos primeiros 15 de julho, em comparação com a última quinzena do mês de junho. Os dados são dos boletins da Fundação de Vigilância em Saúde do Estado (FVS-AM).

Segundo a FVS, de 16 a 30 de junho deste ano, o Amazonas registrou 1.962 casos de Covid. Durante esse período, foi contabilizada uma morte em decorrência da doença.

Já entre os dias 1º a 15 de julho, o órgão detectou 10.049 casos da doença no estado. O número de mortes também subiu de 1 para 3 no período.

A alta no número de casos fez com que o Governo do Amazonas reclassificasse a pandemia – que estava na fase verde, ou seja, de baixo risco de transmissão da doença – para a fase laranja, na qual os órgãos de saúde classificam a proliferação do vírus como mais acentuada.

No entanto, apesar do aumento de casos e mortes pela doença, o Amazonas não obriga mais o uso de máscaras em ambientes abertos ou fechados, e flexibilizou em 100% atividades comerciais. Shows e espetáculos também voltaram a ocorrer com a quantidade máxima de público e não há a expectativa de medidas restritivas.

Mas, com a alta de casos, os municípios de Rio Preto da Eva, Careiro da Várzea e Humaitá já voltaram a determinar medidas para evitar um novo surto da doença nas cidades:

  • Rio Preto da Eva determinou o uso obrigatório de máscaras em locais fechados;
  • Careiro da Várzea voltou a tornar obrigatório o uso de máscaras em escolas e unidades de saúde da cidade;
  • Humaitá, no sul do estado, renovou o calamidade pública por conta da pandemia e também voltou a obrigar máscaras para idosos e em unidades de saúde.

 

Já na capital Manaus, a vacinação – que estava em ritmo lento – ganhou novo fôlego após a alta de casos. A Prefeitura chegou a reativar o drive thru de imunização no Sambódromo, e ampliou o número de UBSs que disponibilizam a vacina.

Nesta segunda-feira (18), a capital também vai começar a imunizar crianças de 3 e 4 anos contra a doença. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), no sábado (16).

G1AM