Número de mulheres que adotam sobrenome do marido cai 43% no Amazonas

Em 2002, o percentual de mulheres que adotavam o sobrenome do marido no casamento representava 95% dos matrimônios. — Foto: Chico Batata/TJAM

No Amazonas, caiu em 43% o número de mulheres que passaram a incluir o sobrenome do marido no casamento. Os casais amazonenses têm escolhido manter os sobrenomes originais de família, chegando a 44,6% das opções no momento do registro do matrimônio.

Em 2002, época em que o atual Código Civil foi publicado, o percentual de mulheres que adotavam o sobrenome do marido no casamento representava 95% dos matrimônios. Entre os anos de 2002 a 2010, a média de mulheres que optavam por acrescentar o novo sobrenome passou a representar 84%.

Já entre os anos de 2011 a 2020, este percentual passou a ser de 58%. Em 2021, atingiu 53%, caindo para 51% das escolhas nos primeiros cinco meses de 2022.

Também é possível a adoção do sobrenome da mulher pelo homem. No entanto, em 2021, apenas 0,47% dos noivos escolheram mudar o nome no casamento.

A mudança dos sobrenomes por ambos os cônjuges no casamento representou, em 2021, 0,9% das escolhas, tendo atingido seu pico em 2012, quando foi opção em 22% das celebrações.

Como mudar o sobrenome?

 

A escolha dos sobrenomes do futuro casal deve ser comunicada ao Cartório de Registro Civil no ato da habilitação do casamento – quando são apresentados os documentos pessoais previstos em lei.

A pessoa que altera um nome deve providenciar a alteração de todos os seus documentos pessoais – RG, CNH, Título de Eleitor, Passaporte, cadastro bancário, registros imobiliários e no local de trabalho.

Caso não queira fazer a mudança, deverá apresentar a certidão de casamento quando for necessário fazer prova de sua nova identificação.

G1AM