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Paes diz que se houver risco, não haverá Reveillón

Prefeito do Rio disse que vai tomar a decisão sobre a realização ou cancelamento da festa em Copacabana entre dez e quinze dias

Rio – O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse nesta sexta-feira que vai tomar a decisão sobre a realização ou cancelamento do Réveillon em Copacabana, Zona Sul do Rio, entre dez e quinze dias. Ele afirmou que se houver qualquer risco, cancela a festa, mas em caso contrário, ela será mantida. “Se (cancelar) for medida de zelo, a gente faz sem problemas. Você cancela o que planeja, mas não realiza o que não planeja”, disse após um anúncio sobre desconto no IPTU no Bangu Atlético Clube, na Zona Oeste do Rio.
“Se houver qualquer risco, a gente não terá Réveillon, mas se não, qual é o problema?”, completou Paes.
O prefeito do Rio criticou o Governo Federal por não cobrar o passaporte da vacina. Nesta sexta-feira a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro recomendaram a exigência de comprovação de vacinação completa para covid-19 para viajantes internacionais que desembarcarem no Brasil.
“Tinha que ter sido feito há muito tempo. É primário não estabelecer para os outros países o que estabelecem para a gente. É uma profunda irresponsabilidade não adotar o princípio do passaporte da vacinação. A vacina salva vidas, impede que as pessoas morram. Diminui enormemente a possibilidade de contágio e agravamento da doença”, defendeu o prefeito.
O presidente da República chegou a citar o prefeito do Rio, no último sábado, ao defenderque não haja Carnaval em 2022. O prefeito comentou nesta sexta-feira que o presidente demonstra preconceito contra a festa.
“Você tem claramente por parte do presidente da República uma estratégia, mostrando todo seu preconceito, contra a festa mais popular, que é o Carnaval. Ele nunca esteve preocupado com transmissão de vírus. Não acredita que máscara sirva pra nada, que vacina sirva para nada. O medo dele com o Carnaval é outro. Tem que se tomar a decisão com racionalidade”, defendeu o prefeito do Rio. Paes disse que o vírus não é seletivo e que não faz sentido impedir uma festa na praia ou na rua e manter em ambientes fechados, semfiscalização. “É preconceito porque é uma celebração à Iemanjá na praia de Copacabana?”, criticou.
Secretário estadual de Saúde diz que é preciso aguardar para definir cenário do Réveillon
O secretário estadual de Saúde Alexandre Chieppe disse, nesta sexta-feira, que com o surgimento da variante Ômicron, é necessário mais tempo para chegar a um acordo que atenda às necessidades econômicas e de saúde em todo o território fluminense. O único caso suspeito da nova cepa no Rio de Janeiro já foi descartado. Sem dar datas, o chefe da pasta disse que é importante ter cautela e avaliar “o cenário epidemiológico dia a dia, tanto no Brasil como no resto do mundo”, disse o secretário.
Parte dos especialistas que compõem as equipes da Secretaria Estadual de Saúde é contrária à realização das diante da chegada da Ômicron no Brasil. A opinião do grupo foi manifestada durante uma reunião entre membros da secretaria e do comitê assessor da Vigilância em Saúde. O governo do estado deve se reunir novamente na próxima semana para ouvi-los mais uma vez e definir uma orientação aos municípios.
“O combinado é que essa decisão será postergada por mais alguns dias. Vamos observar o comportamento dessa linhagem (Ômicron), saber se ela é mais agressiva ou menos agressiva do que a Delta, que está hoje aqui presente; se ela tem uma menor capacidade de levar esses pacientes para formas mais graves; e principalmente qual é o comportamento dela em relação à vacina. Tendo melhores informações, vamos poder tomar a decisão. Pode ser até na véspera. Mas o ideal é que a gente não tome essa decisão tão próximo”, completou Chieppe.