Pais de alunos de colégios da PM protestam contra proibição de cobrança de taxa de manutenção, em Manaus

Pais de alunos do Colégios Militares da Policia Miltar (CMPMS) do Amazonas protestaram na manhã desta quinta-feira (25) contra a decisão da justiça que proibiu a cobrança de taxa de manutenção das Associações de Pais e Mestres dos Colégios Militares (APMC).

Com faixas nas mãos e gritando palavras de ordem, dezenas de pais de alunos tomaram a Avenida Max Teixeira, em frente ao Colégio Militar da Polícia Militar II, Marcantonio Villaça, na Zona Norte da capital. O ato iniciou por voltas das 8h.

O motorista Aristones Rodrigues, que tem um filho matriculado na Unidade VII, localizada no Lago Azul, Zona Norte, disse que a taxa não pesa no bolso das famílias e que não é obrigado a pagar, mas não deixa de contribuir.

“A taxa passa a ser insignificante se comparada à qualidade do ensino e a disciplina empregada nos Colégios da Polícia Militar”, afirma.

Uma das coordenadoras da manifestação, a publicitária Márcia Mazzetti, explica que esse ato não é apenas em favor da cobrança das taxas para as Associações de Pais e Mestres dos Colégios Militares da Polícia Militar, mas também “pela manutenção do nível e da qualidade do ensino”

“O que estão querendo fazer é nivelar por baixo o ensino da rede pública, a partir do momento em que os colégios são impedidos por ordem judicial de escolher os livros e o método de seleção dos alunos”, denuncia.

Os colégios Militares da Polícia Militar (CMPMS) foram criados em 1994 para suprir a necessidade de filhos de policiais militares, mas também atendem a filhos de civis. Atualmente oito CMPMS no Estado atendem a 27 mil alunos.