Roberto Jefferson pode pegar até 80 anos de prisão por atirar em policiais

Após a troca de tiros com policiais neste domingo, Roberto Jefferson pode responder por uma acusação que o levaria a ser condenado a, no máximo, 80 anos de prisão. Ainda não há ação na Justiça, mas o indiciamento do ex-deputado pela Polícia Federal cita quatro tentativas de homicídio que teriam sido cometidas pelo presidente afastado do PTB.

A pena ficaria nesse patamar se ele for condenado por quatro tentativas de homicídio qualificado em concurso material — quando a pessoa comete dois ou mais crimes distintos em uma determinada circunstância. A pena máxima para tentativa de homicídio qualificado, hipótese mais grave neste caso, é de 20 anos. Nesse caso, ela seria multiplicada por 4. Já o mínimo de pena por estes quatro crimes seria de 16 anos, ou 4 vezes 4, por outro lado.

O homicídio é considerado qualificado se for cometido “contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau”, o que é o caso de policiais federais.

Jefferson já tem uma condenação criminal por sua participação no Mensalão. Em 2012, ele foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele ficou preso por 15 meses até ganhar o benefício de cumprir o restante da pena em regime aberto. Ele também responde no Supremo Tribunal Federal por calúnia, incitação ao crime de dano contra o patrimônio público e homofobia, acusação que levou a prisão domiciliar em que ele estava até agora.

Após descumprir os termos de sua prisão domiciliar, publicando um vídeo ofendendo a ministra do STF Carmen Lúcia, Jefferson feriu dois policiais que tentaram cumprir a ordem de prisão determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A PF aponta que, durante o ataque, o ex-deputado colocou mais dois profissionais em risco.

EXTRA