Saiba quem são os confirmados e os cotados para a equipe de transição de governo

As articulações políticas para a transição do governo de Jair Bolsonaro para o de Luiz Inácio Lula da Silva já começaram, e a equipe que deverá fazer os trabalhos em Brasília deve ser nomeada ao longo desta semana.

Vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin será o coordenador da equipe de transição, e os trabalhos vão ser feitos na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília.

Por lei, o governo eleito tem direito a 50 cargos para a transição. Por parte do atual governo, a transição está sendo feita pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Embora os nomes que vão compor a equipe ainda não tenham sido oficializados no “Diário Oficial da União”, a TV Globo, o g1 e a GloboNews já apuraram alguns desses nomes. Veja abaixo:

Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito

 

Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito — Foto: REUTERS/Adriano Machado/File Photo

Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin foi eleito vice-presidente na chapa de Lula e será o coordenador da equipe de transição. Atualmente no PSB, Alckmin foi filiado por mais de 30 anos ao PSDB. Na semana passada, o vice eleito esteve em Brasília se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro e teve uma reunião com o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil).

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Janja Lula da Silva

 

Rosângela da Silva, a Janja, futura primeira-dama do Brasil — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Futura primeira-dama do Brasil, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, irá coordenar os preparativos da posse presidencial e será a responsável pelas decisões da cerimônia de 1º de janeiro. Com MBA em gestão social e sustentabilidade, ela atuou como coordenadora de programas voltados ao desenvolvimento sustentável na hidrelétrica de Itaipu, onde ingressou em 2005.

Aloizio Mercadante, ex-ministro

 

Aloizio Mercadante, ex-ministro da Casa Civil — Foto: Guilherme Mazui / g1

TV Globo e o g1 apuraram que o ex-ministro Aloizio Mercadante irá coordenar os trabalhos dos núcleos temáticos da transição. Ex-senador, Mercadante coordenou o programa de governo de Lula na campanha deste ano. Nos governos Dilma Rousseff (2011-2016), Mercadante comandou três ministérios: Ciência e Tecnologia; Educação; e Casa Civil.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT

 

Gleisi Hoffmann, presidente do PT — Foto: Reprodução/TV Globo

Atual presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann deve cuidar das relações institucionais com partidos durante a transição de governo. Gleisi foi uma das coordenadoras da campanha de Lula neste ano. No governo Dilma, Gleisi foi ministra da Casa Civil.

Floriano Pesaro, ex-deputado

 

Floriano Pesaro — Foto: Reprodução/TV Globo

Ex-deputado federal, Floriano Pesaro deverá cuidar de todo o processo administrativo da transição de governo. Atualmente filiado ao PSB, Pesaro já foi filiado ao PSDB e atuou como secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo na gestão de José Serra. Também foi secretário estadual quando Geraldo Alckmin governou São Paulo

Simone Tebet, senadora

 

Simone Tebet e Lula durante encontro em SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Simone Tebet e Lula durante encontro em SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, a senadora Simone Tebet atuará na área de Desenvolvimento Social durante a transição de governo. Tebet disputou a Presidência da República pela primeira vez neste ano e ficou em terceiro lugar no primeiro turno ao obter 4,9 milhões de votos (4,1%). Tebet ficou à frente de candidatos como Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil). No segundo turno, a senadora apoiou Lula e acompanhou o então candidato em diversas agendas pelo país.

Guilherme Boulos, deputado eleito

 

Guilherme Boulos, deputado federal eleito — Foto: Celso Tavares/g1

Guilherme Boulos, deputado federal eleito — Foto: Celso Tavares/g1

Deputado federal eleito, Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou em uma rede social que irá integrar a equipe de transição. Segundo ele, atuará na “área de Cidades e Habitação”. Boulos disputou a Presidência da República em 2018 e obteve 0,5% dos votos. Em 2020, concorreu a prefeito de São Paulo, foi para o segundo turno, mas perdeu para Bruno Covas (PSDB), que faleceu em 2021.

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