Sindicato de servidores federais no AM pede ao Ministério da Justiça segurança nas bases da Funai

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM) enviou um ofício ao Ministério da Justiça em que pede medidas para aumentar a segurança nas bases da Fundação Nacional do Índio (Funai), no estado. A entidade cita os conflitos no Vale do Javari, na região oeste, e a a atuação de “piratas de rio” no leste do Amazonas.

g1 entrou em contato com o Ministério da Justiça, e aguarda retorno.

O Sindsep-AM enviou o ofício ao governo federal no sábado (9), após o registro de conflitos na região da Terra Indígena Vale do Javari e depois de saber da suspensão de atividades da sede da Funai em Atalaia do Norte (distante 1.110 quilômetros de Manaus) .

No sábado (9), servidores da unidade relataram ao g1 que suspenderam o atendimento ao público, no início da semana passada, por causa do “clima de tensão” e “insegurança” na região, intensificados após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglêm Dom Phillips.

O estopim ocorreu no dia 1º de junho, quando dois homens de nacionalidade colombiana foram à base da Funai no município para procurar por um funcionário, em tom intimidador.

“Eles perguntaram por esse funcionário da Funai nominalmente, o que consideramos uma atitude muita suspeita. Então isso criou um clima de tensão, e prezando pela nossa própria segurança, decidimos suspender o atendimento ao público, durante reunião”, comentou um funcionário, que não quis se identificar.

 

O Sindsep informou que a unidade não conta com qualquer aparato de segurança. Sem agentes para realizar a proteção, o espaço também não conta sequer com câmeras de monitoramento.

“Piratas de rio”

 

Ainda de acordo com o Sindsep, a situação também é crítica nos municípios amazonenses localizados no Alto Solimões, especialmente por conta da atuação de “piratas de rio” – como são chamados os assaltantes que atuam sob os rios da Amazônia em embarcações.

“A nossa solicitação de segurança se estende também para os trabalhadores do Solimões. Pedimos apoio total da Força Nacional, porque a situação é gravíssima. Estamos falando da vida de trabalhadores que está em risco, isso precisa ficar claro, é sério”, pontua o secretário-geral do sindicato, Walter Matos.

G1AM