Veja fotos da ‘Superlua de esturjão’, a última do ano

Nesta quinta-feira (11), a última superlua de 2022 pode ser observada no céu. Superlua é um termo que não é muito utilizado por astrônomos, mas na prática significa que a Lua aparecerá maior e mais brilhante do que o normal, já que ela estará próxima ao seu perigeu, o ponto mais próximo da Terra durante sua órbita.

 

Lua cheia vista sobre campanário na cidade de Cambrai, na France, nesta quinta-feira (11) de agosto de 2022.  — Foto: REUTERS/Pascal Rossignol
Superlua nasce atrás do monumento "The Victor", em Belgrado, na Sérvia, nesta quinta-feira 11 de agosto de 2022. — Foto: AP Photo/Darko Vojinovic

Superlua surge sobre Istambul, na Turquia — Foto: AP Photo/Khalil Hamra

Vista da lua cheia de agosto, conhecida como "lua cheia do esturjão", a partir de Porto Alegre, nesta quinta- feira, 11 de agosto de 2022.  — Foto:  EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Superlua nasce no céu de Lisboa, em Portugal — Foto: AP Photo/Armando Franca

Superlua surge por trás do edifício "The Shard", em Londres. — Foto: AP Photo/Alberto Pezzali

Superlua de esturjão

 

Esta superlua de agosto é conhecida como “Superlua de esturjão”. O nome está relacionado à época em que o peixe é encontrado em bastante quantidade nos Grandes Lagos da América do Norte, um conjunto imenso de lagos de água doce entre o Canadá e os Estados Unidos.

Essa é a terceira vez que temos uma superlua em 2022, de acordo com a Nasa, a agência espacial norte-americana. A primeira foi a Superlua de Morango, em junho, e a segunda foi a ‘Superlua dos Cervos’, em julho.

A Nasa explica que para a aproximação do nosso satélite natural ser considerada uma superlua, é preciso que uma lua nova ou uma lua cheia esteja acima do limite de 90% do perigeu.

“Como não podemos ver superluas novas (exceto quando a Lua passa na frente do Sol e causa um eclipse), o que chama a atenção do público são as superluas cheias, pois são as maiores e mais brilhantes luas cheias do ano”, diz a agência.

 

Para avistar a superlua, não é preciso usar nenhum equipamento especial. Basta que as condições climáticas estejam favoráveis, sem nuvens. Uma sugestão é olhar para o céu logo após a Lua surgir, horário que varia dependendo da sua região e fuso horário.

O termo “superlua” surgiu em 1979 e não é o que poderíamos chamar de um “conceito astronômico”. Ele é usado fora do meio acadêmico para fazer referência à união do perigeu com a Lua cheia. Não é uma situação rara de apreciar, mas é uma excelente oportunidade para quem quer começar a observar o céu.

As pessoas se sentam em cima de um velho vagão de trem à noite enquanto assistem à anual chuva de meteoros Perseidas perto da fronteira Israel-Egito em Ezuz, no sul de Israel, na quarta-feira (12) — Foto:  Amir Cohen/Reuters

Perseidas: chuva de meteoros

 

Nessa mesma semana da Superlua de Esturjão, a chuva de meteoros Perseidas, que acontece todos os anos, alcançará seu pico nos dias 12 e 13 de agosto.

Segundo a Nasa, observadores no hemisfério norte poderão ver o fenômeno, que geralmente resulta em 50 a 100 “estrelas cadentes” (meteoros) por hora no seu auge. Esse ano, porém, justamente por causa da Lua, a chuva de meteoros terá sua intensidade reduzida, com a expectativa de no máximo 20 a cada hora.

Isso ocorre porque o brilho da lua cheia, que ocorre até o próximo sábado (13), ofuscará a visão de espectadores.

No hemisfério sul, que inclui o Brasil, a Perseidas será melhor visível em cidades do Norte e Nordeste do país.

Para assistir o fenômeno também não é necessário equipamento espacial, mas um ambiente escuro facilita a observação.