Ex-prefeito de Rio Preto da Eva, no AM, é condenado a pagar mais de R$ 100 mil por improbidade

Em ação de improbidade administrativa, o Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de Luiz Ricardo de Moura Chagas, ex-prefeito de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus). Chagas, que – segundo o MPF – não prestou contas de recursos repassados pelo Ministério do Turismo, foi condenado a ressarcir o dano no valor de R$ 109.492,50.

Ao G1, a defesa do ex-prefeito afirmou que “apresentará o seu inconformismo contra a Sentença proferida. O advogado de Chagas classificou as acusações como não verdadeiras e alegou que “houve o cerceamento de defesa e a consequente violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, em virtude da ausência de citação válida”.

De acordo com a ação do MPF, entre os anos de 2011 e 2012, foram transferidos R$ 109.492,50 ao município de Rio Preto da Eva em duas parcelas, com valores de R$ 9.311,25 e R$ 100.181,25.

Foi constatada a não prestação de contas da segunda parcela referente ao contrato de repasse firmado entre a União e o Município, destinado ao financiamento de obras de saneamento básico, iniciadas na gestão anterior, com a construção de rede de drenagem de águas pluviais em diversas ruas da cidade.

Segundo o MPF, durante a gestão, Chagas, que era o responsável direto pela execução dos valores repassados ao Município de Rio Preto da Eva pelo Ministério do Turismo, com o intermédio da Caixa Econômica Federal (CEF), não deu continuidade às obras e deixou de prestar contas dos valores repassados ao Município.

O valor total contratado foi de R$ 502,5 mil. Desse montante, R$ 487,5 mil foram financiados pela União e R$ 15 mil seriam a contrapartida do Município.

O ex-prefeito, que não apresentou justificativa ao MPF para a não prestação de contas, foi condenado conforme a Lei da Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) ao ressarcimento do dano causado à União, correspondente à quantia de R$ 109.492,50, acrescida de juros de mora e atualizados monetariamente; ao pagamento de multa cível no valor de R$ 20 mil; e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos, “tendo em vista que revelou, na gestão do patrimônio público, não ter o necessário e imprescindível respeito aos princípios norteadores da administração pública e às normas de manuseio do dinheiro público’, conforme sentença judicial.

Fonte: G1